Uma novidade por dia

Retornei com algo bem diferente, mais pessoal, como também pode ser um blog, já que ele é um diário virtual pessoal. Espero que gostem desses pensamentos que traduzi para o papel e publico aqui.

Estava com saudades dos leitores. Em breve, mais novidades.

Grande abraço,

Luciana Palma.

 

Uma novidade por dia.

 

Crédito: Image courtesy of tiramisustudio at FreeDigitalPhotos.net

Crédito: Image courtesy of tiramisustudio at FreeDigitalPhotos.net

Ouvi, ou li, não me  lembro, que, para não envelhecermos, temos que estar fazendo sempre alguma coisa diferente. Exercitar outras partes do nosso corpo, incluindo algumas partes do cérebro. Inventar novos mecanismos de conduta, movimentar outros músculos, aprender diferentes maneiras de expressar a mesma ideia.  Pode ser variando o idioma ou tentando até, na forma mais difícil, que é dizer a mesma coisa em português mesmo. Sem mudar o sentido, ou mudar um pouquinho.. .Experimentar novas sensações. Provocar novas sensações. De preferência boas, mas não necessariamente… Esse é o tempero da vida.

Inventei escrever sobre alguma coisa nova que eu faça ou que me aconteça durante o dia. Nada pode ser provocado, simplesmente experimentado. Aí eu conto o que foi.

 

Comecei a pensar sobre isso há uns dias, mas só realmente anotar, ainda que mentalmente, no sábado passado, dia 6 de setembro.

Como estamos já no dia 9, tem coisas que aconteceram “acumuladas” e vou contar agora.

Sábado, 6 de setembro.

Crédito: Luciana Palma

Crédito: Luciana Palma

 Gosto de dar uma corridinha na praia. Na praia mesmo, na areia. Um das minhas maiores alegrias em morar no Rio é estar perto do mar e achar que posso vê-lo quando eu quiser. Então, eu adoro ter uma desculpa para ir lá. Mesmo morando a setenta minutos da praia. A pé. Not so bad…

Então, às 7h30 da manhã estava eu correndo na praia. Meu preparo físico me permite uma corrida de uns quarenta minutos na areia, mas na areia molhada. Nada daquela areia seca e fofa lá de perto do calçadão. Corro perigosamente, lá perto de onde a água decide vir sem te contar antecipadamente. Corro olhando para a frente e para o lado, vendo o tamanho da onda e calculando até onde a água vai. É preciso um pouco de concentração para isso, concordam?

Pois é, mas muita gente vai com seus bichinhos lá para a água neste horário… e eu me distraí com dois cachorros que vieram brincar comigo. Esqueci de olhar o mar e a água veio e me molhou do joelho para baixo.

Mesmo na areia eu corro com meus tênis velhinhos. E também corro com uma calça comprida.

Fiquei com os pés encharcados, fazendo aquele barulho de máquina de lavar quando me adiantei até estar na minha zona de segurança novamente. Um sorriso amarelo no rosto. Totalmente novo. Sempre corri da água como um gato, achava que a sensação seria horrível, que o pé ficaria pesado e pouco confortável, molhado.

A surpresa do sábado foi que a experiência não foi ruim. Estava calor e me senti refrescada. O tênis e a corrida fizeram a água escoar muito rápido e não senti peso algum. Cumpri minha programação do exercício direitinho, arriscaria  até que fui um pouco melhor que o planejado.

Se eu molharia o tênis de novo quando fosse correr na praia?

Se a sensação de surpresa estiver garantida, sim!

 

Dia 7 de setembro.

Domingo, fui correr de novo. Queria ir num lugar diferente, ou melhor, numa praia diferente, já que era domingo e precisamos aproveitar os momentos sem trânsito. Há quem prefira aproveitar que não tem que trabalhar para ficar mais um pouquinho na cama. No dia que isso acontecer comigo, será uma novidade para contar.

O dia estava lindo, acordei super cedo e fui para praia de São Conrado. Acho lá meio injustiçado pela nossa população. Fica entre a Barra e a Zona Sul e tem a maior favela do Brasil como segurança.

Chequei tão cedo que nem o pessoal com os cachorros tinha chegado. Estacionei lá perto do Pepino acreditando ter mais movimento. Um pouco assustador. Mas, deslumbrante. Muito pouca gente na rua. De corredora só eu e uma profissional.

O calçadão é ótimo e tem coqueiros em 70% do trajeto ( do Pepino até a subida da Niemeyer). Dá para correr no asfalto e na sombra.

Por que eu não corri na areia? Porque instalei um aplicativo de corrida que me estimula a bater recordes. E no sábado, na areia, eu já tinha me esforçado bastante. Para superar sábado, só mesmo na superfície dura.

De novidade, não muito espontânea, já que escolhi ir para lá, foi a praia de São Conrado. Recomendo. Talvez um pouco mais tarde. Lá pelas nove seria perfeito para quem não se importa muito em correr com calor como eu. Neste horário, se abrem  os portões dos condomínios com as babás de branco e seus bebês emprestados.  Centenas delas. Talvez tumultue o calçadão.

De surpresa, foi o aplicativo me dizer:

Hoje você bateu seu recorde de tempo em 5k

Hoje você bateu seu recorde da milha mais rápida

Hoje você bateu seu recorde de maior distância percorrida.

Ninguém fala em números, ok? Nem que comecei a usar o aplicativo no dia anterior. Qual a graça em ser estraga-prazer???

 

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