Novidade de sexta

Novidade do dia 12 setembro

 

Crédito: Luciana Palma

Crédito: Luciana Palma

 

Você já achou um objeto seu que você já tinha dado como definitivamente perdido?

Qual  foi a sua sensação? Digo isso porque muitas vezes considero que minha reação é muito desproporcional no momento em que perco, para o momento que encontro…

Veja só a novidade de ontem:

Encontrei (na verdade foi encontrado, me entregaram…) um fone de ouvido do meu filho que já considerávamos  perdido há mais de um ano. ELE havia perdido, observem só. Porque o fone, presente que demos a ele, inadequado pela delicadeza e pelo preço para uma criança da sua idade, haveria de ser perdido ou estragado por ELE.

Nada disso. Ele estava na capinha, no fundo de uma mochila que íamos dar para um amigo que está precisando. Foi esquecido ali por um de nós, pais cuidadosos  que, silenciosos pela culpa do presente inadequado, facilmente achamos que ele haveria de ter esquecido no playground ou coisa parecida.

E o que se faz quando acha? _Ah! Que bom! Guarda ali no armário.

Se a reação da alegria de achar fosse um quinto proporcional à da angústia de não encontrar, soltaríamos fogos lá fora para comemorar.  Mas banalizamos tanto as pequenas alegrias que elas ficam desaparecidas  no meio de pequenas grandes preocupações. Resolveu este problema? Não fique feliz, tenho aqui mais uma dúzia para você…

Por isso, o exercício constante. Comemore que achou o cartão de crédito que estava sumido, comemore o resultado do exame que você fez e estava sem dormir pensando no que poderia dar e não deu nada, comemore a batidinha no carro que NÃO aconteceu e iria estragar o seu programa, se acontecesse…

Dê mais que três pulinhos para São Longuinho. Reflita com sentimento de muita felicidade a sua sorte.

E a outra lição: não pense que foi culpa do próximo, principalmente se o próximo tiver menos chance de se defender do que você.

_Desculpe, meu filho. Não foi você que perdeu. Guardamos aqui e esquecemos.

 

 

Novidade de quinta

Novidade do dia – 11 de setembro

Crédito: Luciana Palma.

Crédito: Luciana Palma.

Hoje está fácil demais minha novidade do dia.

Combinei com uma amiga de tomarmos um chá numa tarde qualquer no ano passado. O convite saiu sem querer, nos despedindo, como se fosse óbvio que tomaríamos chá na semana seguinte. Parecíamos estar num filme. Isso foi em 2013.

Até parece que eu tomo chá da tarde.

Até parece que eu tomo chá da tarde com amiga no meio da semana…

E não é que teve o tal chá da tarde hoje?

Foi na Casa Julieta de Serpa, aqui na Praia do Flamengo. Sempre passo na frente da casa e converso com pessoas que já foram lá, e todos elogiam muito.

O lugar é bem bonito para quem gosta do estilo. As comidinhas são muito boas. Simples, mas fresquinhas e gostosas.

Mas o melhor mesmo foi a companhia, a realização do encontro que, na época, pareceu quase um delírio.

Aposto que você tem um lugar pertinho da sua casa, ou do seu trabalho, que muita gente já foi e que você não foi…

Ou alguém com quem combinou um encontro meio sem acreditar que aconteceria de verdade. O que você está esperando para fazer acontecer?

Novidade de quarta: vergonha alheia de si mesmo

Vergonha alheia de você mesmo

Crédito: Luciana Palma

Crédito: Luciana Palma

Tive uma solicitação inédita de uma paciente. Depois de quinze anos atendendo mulheres desejando quase sempre as mesmas coisas, atendi hoje uma que me pediu uma coisa realmente nova. Mas ainda não quero falar sobre os assuntos de trabalho. Deixo isso para os contos, que estão em confecção.

O que foi novo hoje foi uma sensação de orgulho, depois de uma de vergonha.

A vergonha é de mim mesma, mas não de um momento presente. É como se fosse de quando eu era adolescente, criança, jovem… Vou explicar.

Você se lembra daquelas situações em que ficou muito constrangido, mas encarou assim mesmo? Eu me lembro de duas delas, e vou contar:

Primeira:

Apresentação de dança indígena representando o conservatório Lia Salgado no CEFET.

Traje: Malha bege com desenhos pretos imitando pintura corporal

Idade: 14 anos

Sensação no dia: Inicialmente de muito ridícula naquela roupa, uma vontade enorme de fugir, NENHUMA amiga solidária participando da dança. No final, me senti bem, corajosa, feliz de ter participado, de ter acabado e de não ter visto ninguém conhecido na plateia. Se bem que acho que não teriam me reconhecido…

Segunda:

Apresentação de coral no Pró-Música, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Localizaçao: na plateia, assistindo uns corais meio (eu achava) famosos…

Idade: 16 anos

Ocorrido: Quando acabou a apresentação, toda a plateia se levantou e aplaudiu de pé. Eles cantaram um “bis”. Todos aplaudiram novamente e eu logo fiquei de pé. Só eu. O resto do povo continuou aplaudindo, sentado. Até o pessoal do coral ficou com pena de mim, mas recebi um agradecimento especial por não ter evaporado naquela hora.

Não são  situaçoes confortáveis, sem dúvida. Mas foram eventos inesquecíveis, que me deixaram experiente para me expor à apresentações da escola, da faculdade e ter coragem. Não me arrependo de nenhum deles.

Hoje, quando li no blog as novidades do dia anterior, senti um pouco isso. Uma vergonha, um desconforto, mas um orgulho de poder falar para meus filhos e para mim mesma que eu estou fazendo o que eu tenho vontade. Quem se arrisca?

Para ilustrar, chamei meu filho para tirar uma foto minha:

_Mamãe, esta foto foi a melhor que eu consegui!

Muitas vezes o melhor que conseguimos fazer não preenche todos os nossos desejos de acertar. Mas não é muito melhor ter tentado?

Novidade de terça

Novidade de 9 de setembro

Crédito: Luciana Palma

Crédito: Luciana Palma

Tenho acordado cada vez mais cedo, e consequentemente dormindo mais cedo também.

Ontem acordei 5h50. Fiquei olhando minha paisagem preferida da manhã e acabei lembrando do “caderno de pensamento” que eu tinha quando era quase adolescente.

Neste caderno, cada amiga escrevia uma frase que achava bonita com uma letra bem caprichada, entre aspas.

Tinha um pensamento que dizia mais ou menos assim: “quando ninguém valorizar alguma coisa boa que esteja fazendo, console-se com o sol, que todos os dias dá um maravilhoso espetáculo ao nascer e a maioria da plateia está dormindo…”

Sentia-me meio mal com este “pensamento”, meio culpada, como se o sol  notasse a minha ausência e eu na cama, dormindo.

Mas ontem, assim como hoje, não tinha uma nuvem no céu nesta hora. Fiquei olhando a luz amarelada e clara escurecendo cada vez mais o contorno do Morro do Pão de Açúcar e de uns prédios idiotas que atrapalham minha vista.

Não sabia que veria a Natureza (ou Deus, se preferir) com seu mais poderoso lampião vindo dali daquele ponto do horizonte. Deus, na sua condição de invisível e abstrato, ou a Natureza, complexa e onipresente, com sua luz intensa e vital varia seu ponto de chegada dependendo da época do ano.

Já vi outros dias amanhecerem, também da minha janela. Mas a novidade foi nascer ali, naquele pedacinho.

Ontem eu fiquei só admirando. Hoje eu fotografei.

Mas a novidade foi de ontem. A de hoje, eu ainda estou aguardando.

Bom dia!!!

Novidade de segunda

Novidade de segunda-feira, 8 de setembro

Crédito: Image courtesy of 9comeback at FreeDigitalPhotos.net

Crédito: Image courtesy of 9comeback at FreeDigitalPhotos.net

Ando cada vez menos de carro. Tão pouco que quando estou no carro é quase sempre um prazer. Primeiro, porque sei que não vou demorar. Segundo, porque vou escutando umas musiquinhas que eu mesma escolhi no meu telefone, no meu curto trajeto.

Tenho um arquivo variado e enorme de músicas no telefone, um rádio com BT e uma senha que não consigo adivinhar ou lembrar para conectar o som do telefone no carro. Ouço no som do telefone mesmo. Melhor, ouvia. Tive até que comprar um carregador para economizar a bateria, para poder ouvir a musica e não correr o risco de ficar sem ter como usar o telefone.

Ontem, olhei para o cabo do carregador encaixado na saída redonda de energia do carro e vi, ao lado desta, uma entrada USB. Fiquei aliviada de não precisar mais do adaptador e troquei o cabo de lugar.

Eis que, de repente, silencia-se a campanha eleitoral vinda do rádio e começa a reproduzir AS MÚSICAS DO MEU TELEFONE!!! Fiquei muito feliz e escutei um pouco alto uma música do Guilherme Arantes que diz: “Caminhar ao seu lado, é como um picnic de manha bem cedo…”

Posso andar de carro ouvindo tudo que eu quiser e sem gastar minha bateria.

Novidade do dia:

É bom não saber tudo!

A solução de problemas tao simples trazem uma alegria tão verdadeira! Nunca vou me esquecer!

Pena que não ando mais de carro!!! Só que não!! #sqn

Uma novidade por dia

Retornei com algo bem diferente, mais pessoal, como também pode ser um blog, já que ele é um diário virtual pessoal. Espero que gostem desses pensamentos que traduzi para o papel e publico aqui.

Estava com saudades dos leitores. Em breve, mais novidades.

Grande abraço,

Luciana Palma.

 

Uma novidade por dia.

 

Crédito: Image courtesy of tiramisustudio at FreeDigitalPhotos.net

Crédito: Image courtesy of tiramisustudio at FreeDigitalPhotos.net

Ouvi, ou li, não me  lembro, que, para não envelhecermos, temos que estar fazendo sempre alguma coisa diferente. Exercitar outras partes do nosso corpo, incluindo algumas partes do cérebro. Inventar novos mecanismos de conduta, movimentar outros músculos, aprender diferentes maneiras de expressar a mesma ideia.  Pode ser variando o idioma ou tentando até, na forma mais difícil, que é dizer a mesma coisa em português mesmo. Sem mudar o sentido, ou mudar um pouquinho.. .Experimentar novas sensações. Provocar novas sensações. De preferência boas, mas não necessariamente… Esse é o tempero da vida.

Inventei escrever sobre alguma coisa nova que eu faça ou que me aconteça durante o dia. Nada pode ser provocado, simplesmente experimentado. Aí eu conto o que foi.

 

Comecei a pensar sobre isso há uns dias, mas só realmente anotar, ainda que mentalmente, no sábado passado, dia 6 de setembro.

Como estamos já no dia 9, tem coisas que aconteceram “acumuladas” e vou contar agora.

Sábado, 6 de setembro.

Crédito: Luciana Palma

Crédito: Luciana Palma

 Gosto de dar uma corridinha na praia. Na praia mesmo, na areia. Um das minhas maiores alegrias em morar no Rio é estar perto do mar e achar que posso vê-lo quando eu quiser. Então, eu adoro ter uma desculpa para ir lá. Mesmo morando a setenta minutos da praia. A pé. Not so bad…

Então, às 7h30 da manhã estava eu correndo na praia. Meu preparo físico me permite uma corrida de uns quarenta minutos na areia, mas na areia molhada. Nada daquela areia seca e fofa lá de perto do calçadão. Corro perigosamente, lá perto de onde a água decide vir sem te contar antecipadamente. Corro olhando para a frente e para o lado, vendo o tamanho da onda e calculando até onde a água vai. É preciso um pouco de concentração para isso, concordam?

Pois é, mas muita gente vai com seus bichinhos lá para a água neste horário… e eu me distraí com dois cachorros que vieram brincar comigo. Esqueci de olhar o mar e a água veio e me molhou do joelho para baixo.

Mesmo na areia eu corro com meus tênis velhinhos. E também corro com uma calça comprida.

Fiquei com os pés encharcados, fazendo aquele barulho de máquina de lavar quando me adiantei até estar na minha zona de segurança novamente. Um sorriso amarelo no rosto. Totalmente novo. Sempre corri da água como um gato, achava que a sensação seria horrível, que o pé ficaria pesado e pouco confortável, molhado.

A surpresa do sábado foi que a experiência não foi ruim. Estava calor e me senti refrescada. O tênis e a corrida fizeram a água escoar muito rápido e não senti peso algum. Cumpri minha programação do exercício direitinho, arriscaria  até que fui um pouco melhor que o planejado.

Se eu molharia o tênis de novo quando fosse correr na praia?

Se a sensação de surpresa estiver garantida, sim!

 

Dia 7 de setembro.

Domingo, fui correr de novo. Queria ir num lugar diferente, ou melhor, numa praia diferente, já que era domingo e precisamos aproveitar os momentos sem trânsito. Há quem prefira aproveitar que não tem que trabalhar para ficar mais um pouquinho na cama. No dia que isso acontecer comigo, será uma novidade para contar.

O dia estava lindo, acordei super cedo e fui para praia de São Conrado. Acho lá meio injustiçado pela nossa população. Fica entre a Barra e a Zona Sul e tem a maior favela do Brasil como segurança.

Chequei tão cedo que nem o pessoal com os cachorros tinha chegado. Estacionei lá perto do Pepino acreditando ter mais movimento. Um pouco assustador. Mas, deslumbrante. Muito pouca gente na rua. De corredora só eu e uma profissional.

O calçadão é ótimo e tem coqueiros em 70% do trajeto ( do Pepino até a subida da Niemeyer). Dá para correr no asfalto e na sombra.

Por que eu não corri na areia? Porque instalei um aplicativo de corrida que me estimula a bater recordes. E no sábado, na areia, eu já tinha me esforçado bastante. Para superar sábado, só mesmo na superfície dura.

De novidade, não muito espontânea, já que escolhi ir para lá, foi a praia de São Conrado. Recomendo. Talvez um pouco mais tarde. Lá pelas nove seria perfeito para quem não se importa muito em correr com calor como eu. Neste horário, se abrem  os portões dos condomínios com as babás de branco e seus bebês emprestados.  Centenas delas. Talvez tumultue o calçadão.

De surpresa, foi o aplicativo me dizer:

Hoje você bateu seu recorde de tempo em 5k

Hoje você bateu seu recorde da milha mais rápida

Hoje você bateu seu recorde de maior distância percorrida.

Ninguém fala em números, ok? Nem que comecei a usar o aplicativo no dia anterior. Qual a graça em ser estraga-prazer???

 

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